Sexta-Feira, 19 de Abril de 2019 - Ano 6

Amazonas consegue se desenvolver sem Zona Franca de Manaus, diz parlamentar

15 abril, 2019
Amazonas consegue se desenvolver sem Zona Franca de Manaus, diz parlamentar

O senador de Amazonas, Plínio Valério (PSDB), afirmou que existe solução para o estado mesmo sem a Zona Franco de Manaus. “Nós não precisaríamos da Zona Franca mais se serrassem os cadeados”, enfatizou. De acordo com ele, é preciso que o setor público dê condições e retirem as amarras para permitir o crescimento socioeconômico da região.

As declarações foram dadas durante o seminário “A importância da Zona Franca de Manaus para o crescimento do país”, realizado pelo Correio Braziliense e Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT). O evento ocorre na sede do TCU, em Brasília, com apoio do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO).

“É preciso tirar essas mordaças ambientais que escravizam a Amazônia, que tem uma área hoje, tombada, equivalente a duas vezes o tamanho da Alemanha”, ressaltou o parlamentar.

Para ele, os cidadãos da região “pisam em ouro e dormem ao relento”. “Nós temos em alto relevo a maior reserva de nióbio do mundo. E não podemos tocar. Tornaram a Amazônia um santuário”, criticou Plínio Valério. “O Brasil hoje é a Amazônia. Essa preservação que tanto falamos não foi objetivo, mas, sim, consequência. Nós temos um trunfo na nossa mundo. O mundo lá fora tem que entender que o país nos castiga para preserva”, defendeu.

De acordo com ele, a Amazônia é a região mais rica do planeta. “Eu não chego aqui de pires na mão. Eu sou senador para trazer recado do povo, porque os números não mostram a realidade e não traduzem o lado social. Aquele povo que é explorado pelo GreenPeace, pelo ISA (Instituto Socioambiental), pelas ONGs internacionais que exploram nosso povo e arrecadam milhões e não fazem o dinheiro chegar na outra ponta”. defendeu.

Plínio Valério argumentou que a Amazônia não pode ser colônia do país. “Tornaram a Amazônia um santuário. E não é. Eu sou ambientalista e defendo a preservação do meio ambiente, mas onde fica o homem?”, disse, citando os que passam necessidades na região e que poderiam utilizar a fauna e flora para sobreviver. “Nos tire as Zona Franca, serre os cadeados, tire as mordaças e nós vamos partir para o minério. Nós temos ouro, diamantes, nióbio. E não tocamos”, exemplificou.

Texto transcrito pelo SN do https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)