Quarta-Feira, 24 de Outubro de 2018 - Ano 6

China diz que detenção de ex-presidente da Interpol demonstra sua “firmeza” EFEPequim

10 outubro, 2018
China diz que detenção de ex-presidente da Interpol demonstra sua “firmeza” EFEPequim

A detenção do ex-presidente da Interpol Meng Hongwei, acusado pelas autoridades da China de ter recebido propina, é uma mostra da “determinação” do regime comunista para acabar com a corrupção no país, afirmou nesta segunda-feira Lu Kang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

“A Comissão Nacional de Supervisão (o órgão anticorrupção chinês) investigará Meng Hongwei por aceitar e distribuir propina. Este caso mostra o compromisso da China com o estado de direito e sua firme determinação para acabar com a corrupção”, ressaltou Lu em entrevista coletiva em Pequim.

Em um comunicado, o Ministério da Segurança Pública da China informou sobre a acusação contra Meng, depois que sua família denunciou que o ex-presidente da Interpol desapareceu após viajar para o país asiático no dia 25 de setembro.

“A investigação será feita de acordo com nossas leis e regulamentos. Fica muito claro com este caso que o Partido continua firme em sua luta contra a corrupção, e que qualquer um que violar as leis será severamente punido. Não há exceções nem privilégios perante a lei”, acrescentou o porta-voz.

Pouco depois da detenção de Meng, a Interpol anunciou que tinha recebido a renúncia “com efeito imediato” de seu presidente, que assumiu o cargo em novembro de 2016 sendo vice-ministro de Segurança Pública da China.

“Meng comunicou à Interpol sua renúncia em uma carta e o governo chinês também notificou devidamente a agência a respeito”, afirmou Lu, que acrescentou que a China continuará apoiando a organização e colaborando com a comunidade internacional na luta contra o crime organizado.

O porta-voz chinês afirmou que a mencionada Comissão vai criar um grupo de trabalho para perseguir os cúmplices que ajudaram Meng a cometer crimes “que não ficarão impunes”, em um caso sobre o qual a comunidade internacional poderá tirar “suas própias conclusões”.

Da EFE Pequim

Imagem de capa reprodução Imagem de capa  EFE/Wallace Woon