Terça-Feira, 16 de Outubro de 2018 - Ano 6

Oi convoca assembleia geral de acionistas para 3 de setembro

10 agosto, 2018
Oi convoca assembleia geral de acionistas para 3 de setembro

A operadora Oi convocou uma assembleia geral de acionistas (AGE) para 3 de setembro para aprovar a injeção de capital de R$ 4 bilhões, que faz parte do plano de recuperação judicial (RJ) do grupo, e deliberar sobre a chapa consensual indicada pela administração da empresa para o novo conselho de administração. De acordo com os documentos disponibilizados pela empresa aos investidores, a conselho terá 11 integrantes, sendo seis atuais e cinco novos nomes.

Pela RJ, aprovada no fim do ano passado pelos credores e homologada no início do ano, um conselho de administração provisório foi formado até a conversão da dívida dos bondholders (detentores de títulos da dívida) em ações. Isso foi concluído na sexta-feira passada, quando os credores se tornaram também acionistas da companhia.

A chapa consensual do novo conselho, independente, é formada pelos atuais conselheiros Eleazar de Carvalho Filho, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, Marcos Bastos Rocha, Marcos Duarte dos Santos, Marcos Grodetzky e Ricardo Reisen de Pinho; e por Maria Helena dos Santos Fernandes de Santana, Henrique José Fernandes Luz, Paulino do Rego Barros Jr., Rodrigo Modesto de Abreu e Wallin Cruz de Vasconcellos Junior.

A possibilidade da injeção de capital ser aprovada já fez as ações da companhia dispararem na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Na quarta-feira, as ordinárias subiram 10,47% e as preferenciais 5,45%, sem serem afetadas pela decisão da Justiça de Portugal, que indeferiu o plano de recuperação judicial, preferindo aguardar a conclusão dos recursos impetrados pela Pharol.

Em comunicado oficial, a Oi informou que tomou conhecimento da sentença proferida pelo Juízo de Comércio de Lisboa e afirmou que “respeitosamente discorda da decisão” e esclareceu que “pretende interpor o recurso cabível perante o Tribunal da Relação de Lisboa contra a sentença, por entender que esta não é consistente com as duas decisões já proferidas no mesmo Tribunal de Comércio de Lisboa, que já reconheceram e protegem, em Portugal, a abertura e pendência” da RJ.

Texto transcrito pelo SN do https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/

(foto: Paulo Silva Pinto/CB/D.A Press)