Terça-Feira, 21 de Agosto de 2018 - Ano 6

Acionistas da Eletrobras aprovam privatização de seis distribuidoras

12 fevereiro, 2018
Acionistas da Eletrobras aprovam privatização de seis distribuidoras

Depois de um atraso de mais de 3 horas para começar por conta de manifestações e protestos, a assembleia de acionistas da Eletrobras terminou com a aprovação da privatização das seis distribuidoras de energia do Norte e Nordeste. A proposta prevê que a holding assuma R$ 11,2 bilhões em dívidas das subsidiárias. Esse valor, contudo, pode chegar a R$ 19,7 bilhões.

Há um montante de R$ 8,5 bilhões que a Eletrobras considera como créditos das distribuidoras com os fundos setoriais. Porém, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda não bateu o martelo sobre isso. O esforço da Eletrobras para deixar as subsidiárias atrativas para o mercado, já que estão extremamente endividadas, isa tornar o próprio grupo um ativo interessante, porque também será privatizado.

As distribuidoras que serão leiloadas são a Ceron (Rondônia), Amazonas Energia, Boa Vista Energia (Roraima), Ceal (Alagoas), Cepisa (Piauí) e a Eletroacre. Como são altamente deficitárias, as empresas serão vendidas por um valor simbólico de R$ 50 mil cada, com o compromisso de os investidores injetarem capital para tornar as distribuidoras eficientes.

Apesar de o resultado não ter sido surpresa, a reunião dos acionistas não foi tranquila. Marcada para as 14h do dia  8/2, na sede da Eletronorte, em Brasília, só começou depois das 17h, por conta de protestos e tentativas de inviabilizar o uso do auditório do prédio da empresa.

Conforme a assessoria de imprensa da Eletrobras, não houve tumulto nem qualquer vandalismo. De acordo com Fernando Antunes, advogado do sindicato dos trabalhadores da Eletrobras, os manifestantes entraram no auditório e barraram a entrada dos acionistas. “Entre outras coisas, conseguimos um ofício da Cipa (Comissão de Interna de Prevenção de Acidentes) contra a realização da assembleia no auditório por conta da estrutura do lugar, que não comporta o evento, sobretudo, em virtude dos desabamentos recentes”, afirmou.

Antunes disse que o Corpo de Bombeiro fez uma inspeção no local. “Foram colocados tapumes nas saídas de incêndio. Nós temos um mandado de segurança impetrado na Justiça do Trabalho que impede a realização da assembleia no local”, explicou o advogado.

Na entrada do prédio, os manifestantes vestiam camisetas do Movimento dos Sem Terra (MST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Até o bloqueio ser liberado, acionistas, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da própria Eletrobras ficaram do lado de fora aguardando o desfecho da confusão.

Transcrição de texto e imagem pelo SN do http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia