Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017 - Ano 6

Tantos deuses

3 dezembro, 2017

Que é Deus? A pergunta objetiva é profunda, em significado, e complexa no exercício de respondê-la.
Em uma síntese exemplar, os Espíritos nos ensinaram que Deus é a Inteligência Suprema e a causa de todas as coisas.
E como entender Deus? Se defini-lO é um exercício complexo, entendê-lO é um exercício individual, fruto da reflexão e compreensão da própria vida.
Houve tempos em que a Humanidade não acreditava em um único Deus, mas em vários deuses, confundindo as obras da natureza com a própria Divindade.
Eram os tempos em que se imaginava que a erupção do vulcão era a manifestação de um deus raivoso, a chuva e os trovões eram outros deuses exibindo sua força ou, ainda, que os rios apresentavam na sua grandiosidade, as facetas de outro deus.
Em épocas passadas, acreditava-se em deuses humanizados de tal forma que apresentavam nas suas vaidades, vinganças e tramas, um reflexo do próprio homem.
Foi com Moisés que adquirimos o conhecimento do Deus único, contribuindo para o amadurecimento da percepção da Divindade.
E, desde então, foram vários os filósofos, religiosos, teólogos que deram sua contribuição e reflexão para melhor entendermos Deus.
Assim, alguns imaginamos Deus quase na forma humana, como um velho de longas barbas, a vigiar todos de cima, em uma visão ainda mitológica e humanizada.
Outros não o chamamos Deus, mas Força Maior, Energia Cósmica, na tentativa de abstraí-lO das concepções históricas consideradas limitantes.
Outros até O negamos, pois o que encontramos no mundo como proposta explicativa ou esclarecedora, não nos basta. E, como não fazemos nossas próprias reflexões, preferimos negar a buscar melhor entendê-lO.
Há também os que nos apropriamos de Deus, confundindo-O com a própria religião, como se Ele derivasse dela, quando é exatamente o contrário.
Então, imaginamos que Deus se limita ao que nossa religião prescreve, desconsiderando outras formas de ver a Divindade, como se ainda concebêssemos a ideia de vários deuses.
Para Jesus, Deus é Pai. E foi Ele que, nos Seus ensinamentos, nos explicou que Deus, como Pai, sempre provê nossas necessidades.
Para João, o Evangelista, Deus é amor. Pois que tudo que dEle provém é cuidado, justiça e bondade. Nada melhor que sintetizá-lO dessa forma.
Para conversar com Ele, alguns necessitamos de grandes templos, outros buscamos a natureza, enquanto tantos precisamos apenas de um canto tranquilo e silencioso.
Para se relacionar com Ele, alguns nos utilizamos de rituais, cerimônias específicas, outros cantamos, muitos usamos velas ou outros simbolismos.
E tantos mais, apenas nos servimos do coração.
De qualquer forma, não importa como O chamemos, como O definamos ou como com Ele nos relacionemos.
Importante mesmo é que estejamos sempre em Sua companhia, a fim de preencher nossas vidas e lhes conferir sentido.
* * *
Que, em nosso caminhar, possamos perceber Sua presença indelével, nas pequenas como nas grandes coisas, em momentos felizes e nos de dificuldade, pois que, como Pai, será sempre a Sua Providência que nos irá oferecer os caminhos e os recursos para a construção de nossa felicidade.

Redação do Momento Espírita.
Em 14.09.2012.