Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017 - Ano 6

Filme ‘Cora Carolina, todas as vidas’ estreia 14 de dezembro nos cinemas

13 novembro, 2017
Filme ‘Cora Carolina, todas as vidas’ estreia 14 de dezembro nos cinemas

Mais uma narrativa documental reúne a biografia de Cora Coralina. O filme Cora Coralina, todas as vidas estreia nos cinemas em 14 de dezembro. Os 45 anos de vida da escritora foram suficientes para que ela se firmasse como grande ícone da literatura brasileira. Cora Coralina construiu a narrativa de suas obras baseada na própria história.

A proposta do diretor Renato Barbieri é construir uma narrativa de aspectos poucos conhecidos da vida de Cora Coralina. Ao longo dos 75 minutos de obra, o filme se encarrega de traçar biografia da escritora. Resgata a infância, o casamento e as mudanças para as diversas regiões de São Paulo e mostra o retorno a Goiás. Inspirado no livro Raízes de Aninha, de Clóvis Brito e Rita Elisa Seda, o documentário busca revelar as facetas da vida de Cora por meio de seis gerações de artistas brasileiras.

De base humanista, as composições de Cora expressam a forte carga política que carregava. A seleção desses escritos para o filme oferece elementos de contextualização dos diferentes momentos de vida da escritora. Ela participou da Revolução Constitucionalista de 1932, lutou pelo empoderamento da mulher em uma sociedade conservadora, fez poemas que defendiam prostitutas, menores abandonados e presidiários. Também escreveu sobre o Brasil, o homem do campo e questões ambientais.

Elenco
Beth Goulart e Zezé Motta são responsáveis por interpretar os poemas de Cora Coralina. Tereza Seiblitz fica por conta de dar vida ao eu-lírico da escritora. Para completar o elenco, a menina Maju Souza vivencia a Cora aos 14 anos, já Camila Mardila, aos 21, e Walderez de Barros, na vida madura.

Festivais
Cora Coralina, todas as vidas integrou as programações dos Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (2015), Festa literária internacional de Paraty (2016) e 43º Festival Sesc melhores filmes (2017). O documentário foi premiado na categoria Troféu Câmara Legislativa (melhor longa metragem – júri Popular e melhor edição de som) na 49ª Mostra de Brasília do Cinema Brasileiro (2016) e Margarida de Prata da CNBB (2016).

Transcrição de texto e imagem pelo SN do http://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/